| |
Como fazer o meu dinheiro render? Qual o melhor investimento? Estas são dúvidas frequentes entre muitas pessoas, especialmente as que não têm familiaridade com o mercado financeiro. Para esclarecer estas e outras questões, a Associação Educacional Dom Bosco (AEDB), através da coordenação do curso de Economia, convidou o consultor e especialista da BOVESPA – Bolsa de Valores do Estado de São Paulo, Luiz Ernesto Leitão, que proferiu palestra sobre o tema: “Educação Financeira”, para cerca de 200 alunos dos cursos de Administração, de Economia e de Engenharia Elétrica/Eletrônica, da AEDB, na noite de 14 de outubro, no Auditório da AEDB.
O palestrante falou sobre a importância da educação financeira; sobre o Sistema Financeiro Nacional; o orçamento pessoal e familiar; planejamento da educação dos filhos e da aposentadoria, entre outros temas. Orientou os alunos sobre como fazer para que sobre dinheiro e o que fazer com o dinheiro que sobra. Ele dá uma dica: “Para investir, é necessário poupar; o primeiro passo é a pessoa conseguir gastar menos do que ganha, senão será uma pessoa endividada”.
O consultor da BOVESPA aconselhou as pessoas a não investirem todo o capital apenas em um fundo, sob pena de perderem dinheiro. O interessante, segundo ele, é que cerca de 40% do capital seja investido em renda fixa, como a caderneta de poupança; aproximadamente 40% em imóveis e o restante em fundos de renda variável, como a bolsa de valores. "A renda fixa costuma render entre 6% e 10% ao ano. O imóvel é uma rentabilidade em longo prazo. Já no caso da renda variável, a rentabilidade não é garantida, mas nos últimos anos, ela tem apresentado rendimentos surpreendentes", afirma o consultor.
O consultor da Bovespa orienta que, antes de investir, é necessário a pessoa saber que tipo de retorno ela quer. Caso o investidor precise resgatar o dinheiro em um curto prazo, ele aconselha o investimento em renda fixa, que apesar de ter menor rendimento, é mais garantido. No entanto, se o interesse for de médio e longo prazo (a partir de três anos), a renda variável se mostra mais atraente, como a bolsa de valores, que por possuir altos e baixos, precisaria de um tempo maior para render a contento.
O especialista alerta para uma prática comum entre os investidores inexperientes: entrar na bolsa quando as ações estão em alta e sair quando estão em baixa. Isto faz com que as pessoas que agem assim percam dinheiro por não esperarem o ciclo se completar. "O mercado tem movimentos cíclicos e as pessoas devem saber que quando a bolsa está em alta, ela vai subir até um limite, cair, e voltar a subir", diz. Por isso, o correto seria entrar em períodos de baixa, em que as ações estão mais baratas e sair em momento de alta da bolsa, quando as ações estão mais valorizadas.
A Profª. Renata Porto, Coordenadora do Curso de Economia, da AEDB, explicou que a instituição teve a iniciativa de convidar um profissional da bolsa de valores, para levar ao conhecimento de seus alunos, como meio de integração social, um assunto que faz parte da vida acadêmica e social de qualquer pessoa.
Anterior Próximo
Resende, 22/10/09
AEDB/RP-Assessoria de imprensa
|